
A detenção de Hideaki Matsumoto, ocorrida esta semana, é o desfecho de uma série de furtos que, segundo o próprio confessou, terá começado no verão do ano passado.
O suspeito já não era desconhecido para as autoridades locais. No mês anterior, Matsumoto tinha sido detido em flagrante ao furtar roupa interior exatamente na mesma residência, e foi libertado. Desta vez, a investigação foi mais fundo, os agentes realizaram uma busca domiciliária e encontraram perto de 90 peças de roupa interior feminina acumuladas na sua habitação em Takasaki.
O motivo? O próprio explicou-o durante o interrogatório sem rodeios: “Tenho interesse em roupa interior feminina”, disse aos investigadores. Acrescentou ainda que a prática não era recente: “Tenho estado a furtar cuecas e soutiens estendidos fora de casas na cidade desde o verão do ano passado, aproximadamente”.
O padrão dos furtos, roupa deixada a secar do lado de fora ou em garagens abertas, reflete um hábito comum no Japão, onde é frequente ver estendais em varandas, garagens e pátios de habitações. É uma vulnerabilidade que tem alimentado este tipo de crimes de forma recorrente no país, com casos semelhantes a surgir regularmente na imprensa local.
A polícia de Gunma confirmou que as investigações continuam, com os agentes a tentar apurar se Matsumoto está ligado a outros furtos do mesmo género ainda por resolver na cidade de Takasaki.
A investigação está em curso, com as autoridades a tentar associar o suspeito a outros furtos não resolvidos na região.








