
O fim do desenvolvimento do Destiny 2, anunciado pela Bungie há já algumas semanas, continua a gerar reações dentro da indústria dos videojogos. A mais recente veio de Tim Sweeney, CEO da Epic Games, que sugeriu nas redes sociais que a inteligência artificial poderia ter sido a chave para evitar o desfecho do jogo.
Tudo começou com uma reportagem da Forbes, publicada com base numa fonte anónima próxima da situação, que apontava duas razões principais para o desaparecimento do Destiny 2. A primeira prendia-se com a escala de conteúdo que era necessário produzir de forma constante, sob pena de os jogadores começarem a manifestar descontentamento perante a escassez de novidades. A segunda razão apontava para uma má gestão financeira por parte da liderança da Bungie nos períodos em que o jogo chegou a dar lucro, com verbas a serem canalizadas para múltiplos projetos em simultâneo, incluindo a construção de uma nova sede com quase 19 mil metros quadrados.
Foi em resposta a esta reportagem que Tim Sweeney publicou o seguinte comentário na rede social X:
“Se ao menos algum tipo de tecnologia recém-chegada pudesse aparecer e tornar possível superar o ponto número um, permitindo que jogos como o Destiny prosperassem!”.
O tom irónico da frase deixava pouco espaço para dúvidas sobre a quem Sweeney se referia, à inteligência artificial generativa, tema que o responsável da Epic Games tem defendido publicamente ao longo dos últimos meses.
Reações divididas nos comentários
A publicação de Sweeney gerou reações contraditórias entre os jogadores. Uma parte discordou por completo da ideia de que a inteligência artificial pudesse ter resolvido os problemas do Destiny 2, enquanto outros levantaram dúvidas sobre a capacidade desta tecnologia para produzir conteúdo com o mesmo nível de qualidade a que os fãs da série estavam habituados. Houve ainda quem manifestasse receio de que uma base de jogadores tão exigente como a do Destiny simplesmente não aceitasse este tipo de mudança. Alguns comentadores chegaram mesmo a sugerir, entre a brincadeira e a provocação, que Sweeney comprasse a propriedade intelectual do Destiny para garantir a sua continuidade.
Um posicionamento que já não é novidade
Este não é o primeiro momento em que Tim Sweeney se mostra a favor de uma maior utilização de inteligência artificial no desenvolvimento de videojogos. O responsável já tinha classificado como “irresponsável” a decisão da Valve de obrigar os estúdios a declarar o uso de inteligência artificial nos seus jogos na Steam. Em junho, a própria Epic Games tinha também anunciado que o motor Unreal Engine 6 vai passar a integrar ferramentas de inteligência artificial destinadas a reduzir tarefas consideradas repetitivas no processo de desenvolvimento.
Vale ainda recordar que, segundo a mesma reportagem da Forbes citada por Sweeney, o Destiny 2 raramente foi um projeto lucrativo ao longo de praticamente toda a sua existência, apesar de ter mantido uma base de jogadores fiel durante quase uma década.









