
A Warner Bros. Discovery confirmou esta quinta-feira, durante a apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que vai expandir globalmente as restrições à partilha de passwords do HBO Max ao longo de 2026. A medida, que nos EUA chegou em agosto do ano passado, vai agora chegar a mercados internacionais.
Nos Estados Unidos, o modelo já está em funcionamento, quem quiser adicionar uma conta fora do agregado familiar paga mais 7,99 dólares por mês. JB Perrette, CEO da divisão de streaming e jogos da Warner Bros. Discovery, descreveu o bloqueio como ainda nas fases iniciais, mas em aceleração. Antes do lançamento norte-americano, a empresa passou meses a tentar determinar o que constitui um “utilizador legítimo”.
Na mesma chamada de resultados, a Warner Bros. Discovery anunciou que vai deixar de reportar publicamente o número de subscritores do HBO Max a partir do próximo trimestre, acompanhando uma tendência iniciada pela Netflix, que também optou por não divulgar dados de audiência de forma granular. No final de 2025, a plataforma tinha 131 milhões de subscritores globais, com a empresa a prever superar os 150 milhões até ao final de 2026.
A eficácia real destas medidas de bloqueio continua a ser discutida. A Netflix registou 9 milhões de novos subscritores após a sua primeira vaga de restrições em 2024, mas trata-se de um impulso pontual, e não de crescimento sustentado, utilizadores que partilhavam contas simplesmente subscreveram as suas próprias. A Disney+ e outras plataformas seguiram um caminho semelhante, com resultados igualmente difíceis de avaliar a longo prazo.









