Desde que Mixtape chegou às lojas a 7 de maio, uma das preocupações que mais circulou entre os jogadores foi a de que o jogo pudesse, um dia, desaparecer das plataformas digitais. A razão é óbvia, o título da Beethoven & Dinosaur, o estúdio australiano por detrás do premiado The Artful Escape, é construído quase inteiramente à volta de música licenciada dos anos 90. Smashing Pumpkins, Devo, Joy Division, Iggy Pop, Siouxsie and the Banshees. Uma lista que, em qualquer outro contexto, seria uma bomba-relógio legal.
O medo tem fundamento histórico. Jogos como Rock Band já viram músicas desaparecerem das suas bibliotecas quando as licenças expiraram, e séries de televisão, o caso de Scrubs é talvez o mais citado, perderam cenas icónicas por razões idênticas. Quando um jogo não tem sequer modo de streamer porque a música é demasiado central para ser ocultada, a questão é ainda mais pertinente.
Mas numa entrevista ao Kotaku, o diretor criativo Johnny Galvatron esclareceu o assunto, a Beethoven & Dinosaur pagou extra para garantir que todas as licenças fossem adquiridas em perpetuidade. Sem data de expiração, sem renovações, sem o risco de um advogado algures decidir que já chega. A Annapurna Interactive foi ainda mais direta no X, “Ouvimos algumas pessoas dizer que Mixtape seria retirado das lojas devido ao fim das licenças musicais. Isso foi uma mentira”.
Vale a pena notar que isto não torna o jogo imune a qualquer cenário de remoção, as lojas digitais têm outros mecanismos que podem levar a deslistagens, mas elimina o problema específico das licenças musicais.
Mixtape está disponível desde 7 de maio para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (Steam e Epic Games Store).









