
Depois de notícias de despedimentos e reestruturações internas, a Xbox está finalmente a falar sobre o lado mais animador do seu futuro, mais jogos exclusivos, e para ficar de vez.
Matthew Ball, diretor de estratégia da Xbox, e Matt Booty, diretor de conteúdos da marca, abriram-se sobre os planos de exclusividade da consola numa entrevista à GamesRadar+, deixando claro que Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution são apenas a ponta do icebergue de uma estratégia que veio para ficar.
Ball confirmou que tanto Gears of War: E-Day, com lançamento a 6 de outubro, como Clockwork Revolution, previsto para 2027, não são exclusivos temporários, mas sim permanentes, nenhum dos dois títulos vai chegar à PlayStation 5, agora ou no futuro. E, segundo o próprio, esta dupla está longe de ser o fim da lista.
“Posso garantir-vos que Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution não são os únicos títulos que estamos a planear”, afirmou Ball. “Para fazer crescer uma plataforma como a nossa, é preciso ter jogos e serviços exclusivos. Estes não vão ser os únicos dois títulos”.
A afirmação surge numa altura em que a Xbox tenta reconstruir a confiança dos jogadores depois de, em 2024, ter adotado uma estratégia multiplataforma que levou vários jogos antes exclusivos para a PlayStation 5 e, nalguns casos, para a Nintendo Switch. Das dezasseis produções dos Xbox Game Studios lançados para a Series X, apenas três se mantiveram exclusivos à consola, um número que Ball garante que vai começar a mudar.
Nem todos os jogos vão seguir o mesmo caminho
Apesar do entusiasmo em torno dos exclusivos, Booty foi claro ao explicar que os grandes títulos de live service da Xbox vão continuar a ser lançados em várias plataformas, e que isso não significa que todos os jogos single-player desenvolvidos pelos estúdios da marca sejam automaticamente destinados à exclusividade permanente.
“Somos os guardiões de mais de 20 franquias de jogos que já geraram mil milhões de dólares ao longo da sua existência”, disse Booty. “Há muitos jogos diferentes no nosso portefólio, e temos de pensar em como é que jogos diferentes servem propósitos diferentes dentro dele”.
É por isso que um jogo como Fable continua com lançamento previsto para várias plataformas, incluindo a PlayStation 5. Quando questionados sobre esta decisão, Ball e Booty explicaram que se trata sobretudo de respeitar compromissos já assumidos com parceiros e jogadores antes da atual mudança de rumo.
“Ao mesmo tempo que procuramos ser ágeis, e é fantástico ter a energia que veio com a nova liderança da Asha, também temos projetos que estão em desenvolvimento há muito tempo”, explicou Booty. “Temos de encontrar o equilíbrio certo entre o trabalho que as equipas já investiram e uma mudança de estratégia”.
Uma mudança de rumo que chega num momento delicado
Estas declarações surgem poucas semanas depois de a Xbox ter anunciado uma das maiores reestruturações da sua história de 25 anos. A 6 de julho, a nova CEO da divisão de gaming da Microsoft, Asha Sharma, confirmou o corte de cerca de 3.200 postos de trabalho, com 1.600 despedimentos a produzir efeito imediato e quatro estúdios a sair da alçada da Xbox.
Na altura, Sharma não poupou nas palavras, descrevendo o negócio da Xbox como algo que “hoje não está saudável” e admitindo que a divisão se tinha “espalhado demasiado”. Antes de todo este processo dominar a conversa em torno da marca, porém, a Xbox já vinha a conquistar simpatia junto dos jogadores ao reintroduzir exclusivos de peso e ao ressuscitar séries dadas como adormecidas, casos de Crazy Taxi e Spyro the Dragon, ambos anunciados durante showcases recentes da marca.









