
Quem estava à espera de ver os preços das placas gráficas estabilizarem em 2026 vai ficar desiludido. De acordo com um novo relatório, a Nvidia prepara-se para aumentar os preços de toda a sua linha de GPU entre 20% a 30%, naquela que será já a terceira subida de preços da marca este ano.
A informação tem origem no jornal taiwanês Economic Daily News, que aponta o custo crescente da memória DRAM como principal razão para esta nova subida. Segundo o mesmo relatório, a Nvidia já terá notificado os fabricantes de placas gráficas sobre o ajuste de preços que se avizinha, um aumento que, desta vez, abrange tanto a memória GDDR7 mais recente como a GDDR6 da geração anterior.
O que distingue este aumento dos anteriores é a sua abrangência. Enquanto as subidas de preços registadas em janeiro e maio deste ano tinham incidido sobretudo sobre os modelos topo de gama, como a RTX 5090, este novo ajuste deverá afetar toda a gama de placas gráficas da Nvidia, dos modelos mais básicos aos mais avançados.
Os números já falam por si nos últimos meses. A RTX 5090, que chegou ao mercado com um preço de lançamento de 1.999 dólares, está atualmente a ser vendida entre os 3.999 e os 4.500 dólares. Também os modelos de entrada de gama não têm sido poupados, a RTX 5060 Ti, que arrancou nos 379 dólares, já ultrapassa os 569 dólares em alguns pontos de venda.
Até ao momento em que este artigo foi escrito, a Nvidia não fez qualquer anúncio público sobre esta nova subida de preços.
A explicação para este cenário passa, mais uma vez, pela corrida global à inteligência artificial. O investimento contínuo em centros de dados dedicados a esta tecnologia tem levado empresas de todo o mundo a comprar componentes de memória a um ritmo que a produção não consegue acompanhar, deixando os consumidores a suportar o peso dessa escassez através de preços mais elevados.
A Nvidia está, aliás, entre as empresas que mais têm impulsionado esta corrida à inteligência artificial. Recentemente, o CEO da empresa, Jensen Huang, referiu-se ao discurso mais pessimista em torno da IA como sendo um “completo disparate”, argumentando que a narrativa é “errada” e que quem a propaga estará a distorcer os factos disponíveis.
Esta não foi a única vez que Huang criticou publicamente esta postura mais cética. Em declarações anteriores, o responsável já tinha classificado a narrativa anti-inteligência artificial como “prejudicial” para a indústria, defendendo que este tipo de discurso acaba por afastar investimento e atrasar melhorias que, na sua visão, poderiam beneficiar a sociedade em geral.









