
A questão de saber se Final Fantasy 7 Rebirth iria ou não receber DLC foi algo que durante algum tempo ficou sem resposta. Agora, numa entrevista ao site alemão Ntower, o diretor Naoki Hamaguchi esclareceu o assunto e aproveitou para falar sobre o que pode acontecer com a terceira e última entrada da trilogia.
Porque é que Rebirth não teve DLC
Hamaguchi confirmou que a ideia de desenvolver um DLC narrativo para Rebirth chegou a ser considerada. As discussões, no entanto, não avançaram: “Considerámos a possibilidade de desenvolver um DLC de história até imediatamente antes de o projeto entrar oficialmente na fase de planeamento”.
O motivo para abandonar a ideia foi estratégico. Hamaguchi explicou que trabalhar em DLC de Rebirth em paralelo com a terceira parte teria consequências: “No contexto de uma trilogia longa, concluímos que o desenvolvimento do DLC do segundo capítulo em paralelo com o terceiro iria inevitavelmente afetar o calendário e a qualidade geral do terceiro jogo”.
A prioridade era clara para a equipa: “Nesse momento, acreditei que o meu papel principal não era adicionar DLC, mas entregar o terceiro capítulo aos fãs o mais rapidamente possível, com um nível de polimento que eles considerassem satisfatório. Por essa razão, decidimos prescindir de DLC de história para Rebirth”.
Part 3 pode ser diferente
O cenário para a conclusão da trilogia é mais aberto. Hamaguchi não descartou conteúdo adicional, embora tenha deixado claro que a decisão não está nas mãos da Square Enix sozinha: “No que diz respeito a DLC para além do terceiro capítulo, acredito que isso dependerá, em última análise, de quão fortemente os fãs continuarem a apoiar Final Fantasy 7 como título e como franquia. Se houver uma procura significativa, estaríamos certamente abertos a explorar essas possibilidades de forma proativa”.
É uma abertura condicional, mas é a primeira vez que Hamaguchi fala com esta clareza sobre a possibilidade. O diretor tinha tocado no tema antes, numa entrevista à WCCFTech em outubro de 2025, em que mencionou que tanto DLC como “um título completo” seriam possibilidades uma vez encerrada a trilogia.
Ao contrário de Rebirth, que foi lançado numa fase em que a trilogia ainda estava a ganhar terreno fora da PlayStation, a terceira parte deverá estrear num contexto multiplatforma mais alargado. Final Fantasy 7 Remake Intergrade chegou à Xbox Series X/S e à Nintendo Switch 2 no início de 2026, com Rebirth a seguir em breve. Isso significa uma base de jogadores potencialmente maior, o que pode pesar a favor da criação de DLC, caso a receção ao jogo final o justifique.
O desenvolvimento de Part 3 está, segundo o próprio Hamaguchi, numa fase avançada. Em declarações anteriores, o diretor revelou ter jogado o jogo completo dezenas de vezes no contexto de testes internos, e confirmou que pretende partilhar mais novidades durante 2026.








