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Polícia apanha suspeito em direto no TikTok a vender produtos falsos

Polícia detém seis Influencers por venda de artigos contrafeitos em livestreams no TikTok

police screenshot Japão preso

A operação não poderia ter sido mais cinematográfica, agentes da Polícia da Cidade de Londres entraram num armazém em Rotherham, no Yorkshire do Sul, e depararam-se com um suspeito no meio de uma livestream no TikTok, a vender artigos contrafeitos para milhares de espectadores em tempo real. A transmissão foi cortada de imediato.

A investigação foi conduzida pela PIPCU, a unidade especializada em crimes de propriedade intelectual da Polícia da Cidade de Londres, e resultou na detenção de seis pessoas suspeitas de distribuir artigos com marcas falsificadas, ao abrigo da Lei das Marcas Registadas de 1994.

Como o esquema funcionava

O modelo de negócio era simples e eficaz, contas do TikTok Shop recorriam a influencers que transmitiam em direto a partir de instalações tipo armazém, exibindo grandes quantidades de stock e respondendo em tempo real às perguntas dos espectadores, sempre garantindo a autenticidade dos produtos. O formato estava desenhado para gerar vendas imediatas através da própria aplicação.

Havia ainda um sistema de comissões que incentivava os influencers a vender mais, quanto maior o volume de vendas durante uma livestream, maior o pagamento. A operação policial baseou-se num trabalho conjunto com parceiros da indústria, antes de os agentes executarem os mandados em Rotherham.

O que foi apreendido

Num único armazém, a polícia recolheu 26.849 artigos contrafeitos. Os agentes precisaram de quatro camiões de 18 toneladas para transportar tudo o que foi confiscado durante a operação, não só produtos contrafeitos, mas também roupa e calçado que as autoridades acreditam ser de origem furtada.

O valor total dos artigos apreendidos ascendeu a cerca de £1,16 milhões, segundo o comunicado oficial.

O Detetive-Sargento Jamie Kirk, da PIPCU, foi claro sobre o que a operação representa: “Esta investigação mostra como a venda de artigos contrafeitos evoluiu, passando dos mercados tradicionais para aplicações modernas e marketplaces online. Neste caso, influencers foram usados para promover e vender produtos contrafeitos a grandes audiências. Este caso deve enviar uma mensagem clara a qualquer pessoa que venda artigos contrafeitos online: é ilegal e vamos agir”.

A polícia alertou ainda que roupa e calçado contrafeitos podem não cumprir os regulamentos de segurança em vigor, podendo conter substâncias químicas nocivas ou ser fabricados com materiais inflamáveis.

O caso chama a atenção para uma tendência crescente, o TikTok Shop, lançado no Reino Unido em 2023, tornou-se um canal onde esquemas deste tipo encontraram terreno fértil, combinando o alcance das livestreams com a facilidade de compra direta dentro da aplicação.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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