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Nintendo esclarece que o fim das vendas da Nintendo Switch original só se aplica à Europa

Nova lei europeia sobre baterias obriga Nintendo a retirar a Switch do mercado

Nintendo Switch visual HD

A Nintendo confirmou que não tem qualquer plano para retirar de circulação, a nível mundial, a consola Switch original, apesar do anúncio feito esta semana sobre o fim das suas vendas em território europeu. A clarificação surge depois de a notícia inicial ter gerado alguma confusão entre jogadores sobre o futuro da máquina fora do continente.

O que muda mesmo na Europa

No início desta semana, a Nintendo of Europe anunciou que deixará de vender consolas Nintendo Switch a partir do início de 2027, momento a partir do qual os retalhistas europeus deixarão de poder encomendar qualquer novo stock de toda a família Switch, incluindo os modelos Switch, Switch Lite e Switch OLED.

De acordo com a informação publicada no site de suporte da Nintendo no Reino Unido, o fim do fornecimento a retalhistas e das vendas através da Nintendo Store acontece em meados de fevereiro de 2027, praticamente dez anos depois do lançamento original da consola, em março de 2017. A empresa garante, no entanto, que os jogos, acessórios, eShop e serviços online continuarão a funcionar normalmente para quem já tiver uma Switch.

Esta decisão está associada a uma nova regulamentação da União Europeia que entra em vigor a 18 de fevereiro de 2027 e que obriga os aparelhos eletrónicos portáteis a terem baterias facilmente substituíveis pelo próprio utilizador, sem necessidade de equipamento especializado. O objetivo da lei, segundo os responsáveis europeus, é reduzir o impacto ambiental da eletrónica de consumo, evitando que consolas e outros dispositivos sejam descartados apenas por causa do desgaste da bateria.

A Switch 2 vai receber, ainda este ano, uma versão redesenhada para cumprir esta exigência na Europa, com bateria amovível. Já a Switch original não vai ser adaptada, o que explica por que motivo a Nintendo optou por simplesmente deixar de a vender no continente em vez de a atualizar.

Nintendo garante continuidade fora da Europa

Questionada diretamente pela VGC sobre se esta descontinuação seria alargada a outras regiões, a Nintendo respondeu que não é esse o caso. Um porta-voz da empresa afirmou: “Planeamos continuar a vender a Nintendo Switch fora das regiões onde a Nintendo of Europe realiza negócios”.

Esta resposta confirma que mercados como os Estados Unidos ou o Japão não são, para já, afetados pela medida, que se mantém circunscrita à Europa e a outros territórios geridos pela filial europeia da empresa.

A par do anúncio sobre o fim de vendas da Switch original, a Nintendo revelou que vários produtos da Switch 2 vão passar a incluir baterias substituíveis pelo utilizador na Europa, com a substituição gradual a começar ainda este verão. Segundo a empresa, a consola e os acessórios redesenhados vão ter um ligeiro aumento de peso e uma redução na capacidade da bateria, sem qualquer alteração ao nível do desempenho.

A Switch original está prestes a completar dez anos de mercado no próximo ano e encontra-se muito perto de se tornar a consola de videojogos mais vendida de sempre, depois de já ter ultrapassado o recorde anteriormente detido pela própria Nintendo com a DS.

Segundo os últimos resultados financeiros da empresa a Switch tinha vendido 155,92 milhões de unidades até 31 de março de 2026. A consola mais vendida de sempre continua a ser a PlayStation 2, da Sony, atualmente com 160 milhões de unidades vendidas, uma diferença que fica cada vez mais curta.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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