
Sonic the Hedgehog está a assinalar o seu 35º aniversário num ano atípico, pela primeira vez desde 2018, a série não vai receber nenhum jogo totalmente novo em 2026. Ainda assim, Takashi Iizuka, responsável pela Sonic Team, garante que o compromisso da equipa com a identidade do ouriço azul se mantém intacto, mesmo com o mercado dos videojogos cada vez mais competitivo.
Apesar da ausência de um título inédito, a franquia continua ativa através de outras frentes. É o caso da segunda temporada de conteúdo adicional para Sonic Racing: CrossWorlds, que junta colaborações com Godzilla e com Neon Genesis Evangelion.
Este ano marca também a expansão do universo Sonic para territórios pouco habituais, como a colaboração com o jogo indie cooperativo Pico Park, além da continuidade de projetos em várias plataformas que já incluem experiências 2D, aventuras 3D e spin-offs multijogador.
Como a Sonic Team pensa a franquia
Em declarações à publicação 80.lv, Iizuka explicou que encara os diferentes tipos de jogos da série como pilares independentes, que se complementam sem se sobreporem, sejam eles títulos 2D, 3D, spin-offs ou colaborações externas.
Questionado sobre como a equipa pretende manter o interesse dos jogadores num mercado cada vez mais disputado, Iizuka foi direto: “Cada um dos diferentes pilares contribui de forma significativa para a franquia Sonic, e estamos ansiosos pelo que temos reservado”.
Sobre a nova temporada de Sonic Racing: CrossWorlds em particular, o responsável da Sonic Team acrescentou que esta “sinaliza o nosso investimento a longo prazo no jogo”, uma forma de assumir que a Sega não pretende abandonar o título, mesmo depois de este ter ficado aquém das expectativas comerciais iniciais.
Já sobre o desafio mais amplo de manter a relevância da série, Iizuka resumiu a filosofia da equipa da seguinte forma: “Embora manter o ímpeto num mercado tão competitivo seja sempre um desafio, a nossa equipa continua dedicada a entregar conteúdo que se mantenha fiel ao universo Sonic”.
Um legado que remonta à guerra das consolas
O peso simbólico do aniversário não é por acaso. O nascimento do Sonic, no início da década de 1990, ficou associado à disputa direta entre a Sega e a Nintendo, numa altura em que a Mega Drive tentava impor-se frente à Super Nintendo. Foi essa rivalidade que ajudou a moldar a identidade do ouriço como alternativa mais rápida e irreverente ao canalizador da Nintendo.
Mesmo depois de a Sega ter abandonado a produção de consolas há mais de duas décadas, a série manteve-se relevante precisamente pela sua capacidade de se reinventar, alternando entre jogos de plataformas clássicos, aventuras tridimensionais e experiências multijogador, sem nunca se fixar apenas num formato.
Esta versatilidade parece continuar a ser o argumento central da Sonic Team para justificar a ausência de um lançamento principal em 2026, em vez de forçar um novo jogo apenas para marcar a efeméride, a equipa optou por reforçar os projetos já em curso e preparar, nos bastidores, aquilo que Iizuka descreve como o próximo passo da franquia.









