
Naoki Hamaguchi revelou várias novidades sobre o jogo Final Fantasy VII Revelation, que vai receber lançamento para PlayStation 5, XBOX Series, Nintendo Switch 2, e PC (Steam, Epic Games Store e Microsoft Store) no dia 8 de abril de 2026, através de uma entrevista concedida à Wccftech.
Uma das principais novidades estará relacionada com a personalização do equipamento. Final Fantasy VII Revelation vai introduzir armaduras com três espaços de Materias interligados para permitir criar combinações mais complexas do que as disponíveis em Final Fantasy VII Remake e Final Fantasy VII Rebirth, onde os equipamentos apresentaram no máximo ligações entre dois espaços como no jogo original de 1997.
Ao colocar Matérias em três espaços ligados, os jogadores poderão potenciar os seus efeitos de acordo com a combinação utilizada. O jogo vai ainda acrescentar novas combinações de Materias para permitir reunir um maior número de efeitos numa única configuração. No entanto, nem todas serão compatíveis com este sistema, enquanto algumas estarão limitadas a determinadas configurações ou FITS.
Por outro lado, Hamaguchi confirmou que as Master Materias do jogo original não vão regressar em Final Fantasy VII Revelation. A equipa considerou que a sua implementação teria um impacto demasiado significativo no equilíbrio do jogo e concluiu que seria difícil integrá-las adequadamente no sistema de combate de Final Fantasy VII Revelation.
O mesmo acontece com as Materias Double Cut e 4x Cut, que também ficaram de fora. Segundo Hamaguchi, a Square Enix chegou a experimentar estas mecânicas durante o desenvolvimento de Final Fantasy VII Remake, mas acabou por concluir que não funcionavam de forma satisfatória com os diferentes sistemas de combate e movimentos baseados em ação de cada personagem.
Outra das mudanças passa pela forma como os conteúdos secundários podem ser abordados. Em Final Fantasy VII Revelation, os jogadores poderão regressar livremente a conteúdos secundários independentemente do seu progresso na história principal. Algumas zonas terão, inclusive, confrontos e atividades concebidas para grupos com níveis bastante superiores, o incentiva o regresso a áreas anteriormente visitadas.
Knights of the Round terá direito a uma história própria, dividida em várias partes. Hamaguchi comparou esta abordagem ao conteúdo dedicado a Gilgamesh em Final Fantasy VII Rebirth, o que sugere estes lendários cavaleiros terão uma presença consideravelmente mais relevante do que uma simples summon.
Johnny também estará de regresso, acompanhado pelos seus clones, e terá várias missões secundárias associadas. O minijogo da apanhada com os Moogles vai regressar mas será apresentado de uma forma diferente, com os jogadores a poderem apoiar um grupo de ídolos Moogles em diferentes locais antes de participarem num enorme evento no Gold Saucer.
A versão de Final Fantasy VII Revelation para Nintendo Switch 2 será distribuída fisicamente através de um Game-Key Card. Para adaptar o jogo às diferentes consolas, a Square Enix utilizou a versão de PC como base para a optimização, com cada equipa responsável pelo desenvolvimento de uma versão específica.
A empresa mostrou-se, contudo, mais evasiva quando questionada sobre a possibilidade de a versão PC de Final Fantasy VII Revelation receber suporte para NVIDIA DLSS 5. Hamaguchi não respondeu diretamente à questão, e limitou-se a indicar que a versão PC não deverá enfrentar os mesmos problemas encontrados em Final Fantasy VII Remake e Final Fantasy VII Rebirth. Os dois jogos foram alvo de críticas no lançamento devido aos inúmeros traversal stutters provocados pelo Unreal Engine 4, que resultavam em quebras momentâneas na fluidez durante a exploração dos cenários ou até no deslocar na câmara.









