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Depois de quase uma década de silêncio, tudo aponta para que a Blizzard esteja finalmente prestes a mexer-se em relação a StarCraft. A confirmação oficial ainda não chegou, mas os sinais têm-se multiplicado nos últimos dias, mesmo às portas da BlizzCon 2026, que arranca já a 12 de setembro em Anaheim.
Tudo começou quando os fãs repararam que o site oficial de StarCraft, atualmente dedicado a StarCraft: Remastered, passou a exibir efeitos de interferência visual, como se estivesse com problemas técnicos. Texto a piscar, imagens de fundo a tremer e até o logótipo da Battle.net a vibrar levaram rapidamente a comunidade a desconfiar de que não se tratava de um erro, mas sim de uma campanha promocional deliberada.
A investigação dos fãs não ficou por aqui. Escondidas no código da página foram encontradas mensagens em formato de transmissões dentro do universo de StarCraft, datadas de agosto de 2575, uma referência que os jogadores rapidamente associaram ao facto de essa data corresponder a cerca de 69 anos após os eventos de Legacy of the Void, a última expansão de StarCraft II, lançada em 2015. Este tipo de jogo de pistas e mistério, com direito a relatórios médicos e registos de carga escondidos no site, é frequentemente descrito pelos fãs como um ARG, uma espécie de jogo de realidade alternativa pensado para gerar expectativa antes de um anúncio.
Apesar do entusiasmo gerado por estas pistas, há sinais de que o eventual regresso de StarCraft possa surpreender os fãs mais tradicionais da série. Rumores que já circulavam desde o início do ano apontam para que a Blizzard esteja a desenvolver um jogo de ação na terceira pessoa ambientado no universo de StarCraft, com uma abordagem que tem sido comparada à saga Warhammer 40K: Space Marine, bem distante do género de estratégia em tempo real que tornou a franquia famosa.
Esta possibilidade não é totalmente nova. Nos anos 2000, a Blizzard chegou a desenvolver StarCraft: Ghost, também um jogo de ação na terceira pessoa, que acabou por ser cancelado antes de chegar ao mercado. Caso este novo projeto avance, seria assim um regresso, quase 20 anos depois, a uma ideia que nunca chegou a concretizar-se, e que há muito era pedida por parte dos fãs da série.
StarCraft pode mudar de mãos e abrir caminho para StarCraft 3
A verdadeira surpresa pode vir da Coreia do Sul
Talvez o desenvolvimento mais inesperado, no entanto, esteja relacionado com a possibilidade de a Blizzard vir a anunciar StarCraft 3 na BlizzCon, ainda que não seja a própria empresa a desenvolvê-lo. Segundo avançou o Chosun Daily, a Blizzard estará em fase avançada de negociações com a Nexon para lhe conceder os direitos de desenvolvimento de futuros jogos da série, incluindo uma eventual sequela direta de StarCraft II.
É importante notar que não se trata de uma venda da propriedade intelectual, mas sim de um licenciamento dos direitos de desenvolvimento. A Microsoft e a Blizzard manteriam a propriedade total da marca StarCraft, cabendo à Nexon apenas a responsabilidade de criar novo conteúdo dentro desse universo.
Esta escolha faz mais sentido quando se olha para a popularidade da franquia na Coreia do Sul, onde StarCraft continua, quase 30 anos depois do lançamento original, a figurar entre os dez jogos mais jogados nos cibercafés locais. A Nexon já tinha, aliás, reforçado a relação com a Blizzard este ano, ao assinar um acordo de publicação exclusiva de Overwatch no mercado sul-coreano.









