Faleceu o mangaká Hideo Azuma, o pai do Lolicon

Faleceu um dos principais contribuidores para o conceito e estética dos géneros "moe" e "lolicon"

Capa de Disappearance Diary
Capa de Disappearance Diary

Segundo o The Sankei News o mangaká Hideo Azuma faleceu no passado dia 13 de outubro devido a uma neoplasia do esófago. Ele tinha 69 anos.

Azuma desenhou múltiplos mangás desde que se estreou profissionalmente em 1969. Algumas das suas obras mais notáveis são Olympus no Poron e Nanako SOS, sendo que ambos os mangás ganharam adaptação para série anime em 1982 e 1983.

Hideo Azuma
Hideo Azuma

Ele é considerado como um dos principais contribuidores para o conceito e estética moderna dos géneros “moe” e “lolicon”.

Ele ficou essencialmente conhecido pelos seus trabalhos de ficção científica com tema lolicon em revistas como a Weekly Shōnen Champion. Ele é muitas vezes apelidado o “pai do lolicon”.

Ele casou-se com a sua assistente em 1972, com quem teve uma menina em 1980 e um menino em 1983. A sua esposa é creditada nos seus trabalhos como “Assistente A”, e a sua filha e filho foram respetivamente creditados como “Assistente B” e “Assistente C”.

No final dos anos 80 e 90, devido ao stresse da sua agenda agitada e exigente durante 20 anos (até aquele momento) como mangá, Azuma começou a beber muito, desapareceu duas vezes por vários meses, tentou suicidar-se pelo menos uma vez, e finalmente foi internado à força num programa de reabilitação de álcool.

Entre os seus trabalhos encontramos:

  • “Futari to 5-nin” (1974–1976)
  • “Olympus no Pollon” (1977)
  • “Yakekuso Tenshi” (1977–1980)
  • “Fujouri Nikki” (1979)
  • “Nanako SOS” (1983–1986)
  • “Shissou Nikki / Disappearance Diary” (2005)
  • “Utsu Utsu Gideo Nikki” (2006)
  • “Toubou Nikki” (2006–2007)

O seu mangá autobiográfico Disappearance Diary narra os seus anos como um sem-abrigo, um trabalhador servil e um alcoólatra em recuperação. Ele escreveu outro mangá autobiográfico intitulado Disappearance Diary 2: The Ward for Alcoholic em 2013, que cobriu os seus anos como alcoólatra em recuperação.

O Disappearance Diary ganhou o grande prémio no prestigiado Osamu Tezuka Cultural Awards em 2006. Em 2009, Hideo Azuma tornou-se o primeiro criador do Japão a ser homenageado com uma nomeação Ignatz Award por Disappearance Diary. O mangá também foi nomeado no Angouleme International Comics Festival em 2008. O mangá ganhou recentemente o prémio Gran Guinigi por “Riscoperta di un’opera” (“Trabalho Redescoberto”) na Itália no início deste mês.

Aqui no OtakuPT apresentamos as mais sinceras condolências à família e amigos de Hideo Azuma.