
Assassin’s Creed: Black Flag Resynced, o remake do clássico de 2013, chegou hoje ao mercado e, ao contrário do que seria de esperar depois de meses de expectativa positiva, o lançamento não está a correr de forma totalmente tranquila. Poucas horas após o lançamento, o jogo chegou a atingir cerca de 99 mil jogadores em simultâneo na Steam, um número que ultrapassa largamente o pico alcançado por Assassin’s Creed Shadows ao longo de toda a sua vida útil, que ficou pelos 64.825.
Só que esse sucesso inicial em número de jogadores não se refletiu da mesma forma nas avaliações da comunidade. Poucas horas depois do lançamento, a classificação do jogo no Steam chegou a cair para maioritariamente negativa, muito por conta de duas questões que rapidamente se tornaram no centro da discussão entre os jogadores.
A primeira prende-se com um problema técnico que faz com que as cutscenes do jogo corram a apenas 30 fotogramas por segundo, independentemente do hardware usado, algo que a comunidade de PC tende a considerar inaceitável nos dias de hoje. A segunda, e a que gerou mais indignação, tem a ver com a quantidade de conteúdo pago disponível logo no dia de lançamento.
A loja associada ao jogo inclui quase 90 dólares em microtransações, entre pacotes de personalização de navios e de personagens. Uma parte significativa dos jogadores considera que este tipo de conteúdo deveria ter sido incluído na edição Deluxe, que já custa mais do que a versão normal e inclui alguns extras, mas não estes especificamente. Até o pacote de mapa, vendido por poucos dólares e que revela a localização de tesouros no jogo, está a ser apontado como algo que devia fazer parte da edição paga mais cara.
Vale ainda notar que grande parte destes conteúdos pagos já existia, de uma forma ou de outra, desde o lançamento original do jogo em 2013, o que não impediu a atual vaga de críticas.
Curiosamente, a controvérsia das microtransações surge no mesmo dia em que se soube que a Ubisoft avançou com mais uma ronda de despedimentos, desta vez afetando 51 trabalhadores, o que ajuda a explicar parte do clima mais tenso à volta do lançamento.








