O editor-chefe da Jump explica o que é incomum sobre o sucesso de Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer)

O mangá Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) de Koyoharu Gotouge tornou-se num sério caso de popularidade e vendas, o mangá tem já em circulação mais de 40 milhões de cópias, ultrapassando obras como Haikyu!!, Sailor Moon, Death Note e Berserk, as duas novels têm já 1 milhão de cópias e a adaptação para série anime pelo estúdio ufotable (Fate/Zero, Kara no Kyoukai) foi eleita o melhor anime de 2019.

Recentemente Hiroyuki Nakano, o editor-chefe da Weekly Shonen Jump, conversou com a revista de entretenimento Nikkei Entertainment sobre as tendências atuais do mangá e um dos principais tópicos de discussão foi o sucesso repentino e meteórico de Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) na segunda metade de 2019.

Nakano afirmou:

Normalmente, um mangá vende gradualmente mais cópias durante a exibição do anime, mas as vendas de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba dispararam logo após o término do anime

Indicando que um grande número de pessoas assistiu ao anime através de serviços de streaming depois de ele terminar ao invés de assistir semanalmente.

A maneira como as pessoas interagem com o anime mudou, e sinto que entramos numa nova fase.

Nakano também mencionou que hoje em dia demora mais tempo para um mangá na Weekly Shonen Jump se tornar um sucesso. Demon Slayer começou a serialização em 2016, mas só em 2019 é que se tornou um sucesso.

Atualmente, existem mais publicações de mangá e canais digitais, então há mais canais para encontrar mangás ao seu gosto.

Não importa quão grande seja um mangá, ele não será um sucesso apenas porque foi lançado na Jump

Ele argumentou que até o sucesso de Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) dependeu do boca a boca gerado após a exibição do anime.

Ao longo da história da revista, a Jump contou com pesquisas aos leitores para avaliar o sucesso dos seus títulos. Nakano disse que este sistema de “valorizar o sangue novo” é o que permitiu à Jump produzir mangás “de ponta” para a época. Ele também destacou o sucesso global de One Piece como um fator positivo na produção de novos hits para a revista, porque isso dá aos recém-chegados um objetivo distinto pelo qual lutar.

Este ano, Nakano diz que a Jump ainda não tem hits suficientes. Embora ele destaque Chainsaw Man e act-age como títulos sobre os quais ele tem grandes expectativas, ele descreve o departamento editorial da Jump como “desesperado para criar o próximo sucesso”. Ele concluiu dizendo que a revista lançou três novos títulos em janeiro, mas “não seria a Jump se nenhum deles se tornasse um grande sucesso”.

Act-age é um manga lançado desde janeiro de 2018 via iniciativa JUMP START elaborado pela dupla Tatsuya Matsuki (história) e Shiro Usazaki (arte).

A história acompanha Kei Yonagi que vem de uma família pobre cujo pai a abandonou juntamente com os seus dois irmãos mais novos, deixando-a encarregue de cuidar da família depois da morte da sua mãe. Quando apareceu a oportunidade de perseguir o seu sonho de se tornar atriz, Yonagi aproveita a chance. Chamando a atenção do diretor Sumiji Kuroyama, a oportunidade de Yonagi brilhar tinha chegado. No entanto, o talento de Yonagi para atuar vem da sua habilidade extrema e inata para o Método de Atuação, que várias pessoas notam como potencialmente auto-destrutivo.

Quanto à história do mangá Chainsaw Man de Tatsuki Fujimoto.

Quando o seu pai morreu, Denji ficou preso com uma dívida que era incapaz de pagar. Mas graças à ajuda de um cão demónio que ele salvou chamado Pochita, Denji é capaz de sobreviver como caçador de demónios de aluguer. Os poderes de serra elétrica do Pochita são bem poderosos contra estes demónios. E então, quando o Denji acaba por ser morto por um demónio, Pochita desiste da sua vida para ressuscita-lo. Mas, agora Denji renasceu como um hibrido de demónio e humano… Agora ele é o “Chainsaw Man”!